Grunho parece ter um íma: a 'pequena' cabeça dela é atraída por tudo: de móveis à paredes - ou será o contrário, as coisas é que são atraídas? Talvez devido ao tamanho avantajado, a cabeça do Grunho crie algum tipo de força gravitacional, assim como aquela que mantêm os planetas nos seus lugares, que fazem as marés obedecerem ao comando da Lua. E o mais interessante: parece que as forças agem mais na região da testa, lado direito. Um caso que deve ser estudado.
Mas a verdade é só uma: há uma atração. Por quinas metálicas, então, nem se fala. Na maioria das vezes, o resultado é só um berreiro e uma vermelhidão que logo passa. Em outras cria-se o tal galo - que depois vira um verdadeiro arco-íris: começa roxo, depois fica verde, marrom, amarelo... E antes que este suma, lá pelo terceiro ou quarto dia, quase que invariavelmente aparece outro - não raro no mesmo lugar.
O pior é que a coisa acontece em nanossegundos - na maioria das vezes nosso cérebro já velho não nos permite reagir a tempo de evitar a 'tragédia', e a única coisa que nos cabe é assistir a ação da lei da gravidade (ou da gravitação) agir. Invariavelmente ficamos depois com o sentimento de culpa, de incompetência - um remorso muito grande não por não ter feito nada, e sim porque quase nunca dá tempo de fazer alguma coisa. E quando começa a andar então?
Mas aí o tempo vai passando, outros galos aparecendo e sumindo, outros berreiros - aí você começa a aceitar que tudo isso faz parte, e que a única coisa que você poderia fazer para evitar seria deixar a criança presa ao teto por uma corda...
Deviam mesmo é inventar um capacete para essa criançada, ou um sistema de air-bag para o caso de tombos. Lucro certo para a fábrica - e a única forma de impedir que essas coisas aconteçam.
Mas a verdade é só uma: há uma atração. Por quinas metálicas, então, nem se fala. Na maioria das vezes, o resultado é só um berreiro e uma vermelhidão que logo passa. Em outras cria-se o tal galo - que depois vira um verdadeiro arco-íris: começa roxo, depois fica verde, marrom, amarelo... E antes que este suma, lá pelo terceiro ou quarto dia, quase que invariavelmente aparece outro - não raro no mesmo lugar.
O pior é que a coisa acontece em nanossegundos - na maioria das vezes nosso cérebro já velho não nos permite reagir a tempo de evitar a 'tragédia', e a única coisa que nos cabe é assistir a ação da lei da gravidade (ou da gravitação) agir. Invariavelmente ficamos depois com o sentimento de culpa, de incompetência - um remorso muito grande não por não ter feito nada, e sim porque quase nunca dá tempo de fazer alguma coisa. E quando começa a andar então?
Mas aí o tempo vai passando, outros galos aparecendo e sumindo, outros berreiros - aí você começa a aceitar que tudo isso faz parte, e que a única coisa que você poderia fazer para evitar seria deixar a criança presa ao teto por uma corda...
Deviam mesmo é inventar um capacete para essa criançada, ou um sistema de air-bag para o caso de tombos. Lucro certo para a fábrica - e a única forma de impedir que essas coisas aconteçam.
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