Mas valeu: no sábado teve festa JuLina no prédio: a Fefê de caipira (aquele mesmo vestido da outra festa - ahahahaha) estava o máximo. Só não teve chapéu porque ela simplesmente não suporta que nada econste naquela cabecinha 'minúscula' dela: colocamos, e a coisa - qualquer que seja, chapéu, touca, fita - fica lá até o tempo dela levantar os braços e arrancar.
Lá na festinha - regada a quentão (pois é) e comidas típicas, o Grunho resolveu desgrudar da parede e andar como gente - talvez estimulada visualmente por outros bebês de idade semelhante, mas que já andavam bem. Tomou uns borrachos: uns de cara, outros de lado, fez escândalo, mas o saldo foi positivo.
Aproveitando que aprendeu a 'andar', Grunho pôs abaixo o apartamento: quebrou a caixinha onde colocávamos os baralhos - acessórios indispensáveis para um apartamento de praia - e tudo o que estava ao seu alcance. Descobriu que é bom subir no sofá e de lá de cima se jogar no colchão que colocamos no chão - justamente para evitar acidentes. Juro que nas primeiras vezes achei que o pescoço dela ia se quebrar a qualquer momento, mas depois relaxei.
No sábado à tarde, depois da praia e do sorvete que o Grunho tanto ama, pegamos o carro e fomos para o norte, 70km: o aquário do Guarujá. Muito bonito - mas caro: R$ 20 por cabeça, mas Grunhos não pagam. Grunho viu tubarões, cobras, raias, sapos e tudo que nada - do verbo nadar. Grunho não quis tocar na raia, que ao contrário da aparência aveludada, é extremamente lisa e escorregadia ao toque.
Aliás, Grunho fez frescurinha quando chegou na praia: não queria pisar na areia de modo algum. Saía de cima da canga, pisava na areia, levantava o pé e chorava. Vinha para o colo. Descia, pisava de novo, chorava. Mas aí ela começou a ver que havia outras pessoas à nossa volta com cadeiras coloridas, brinquedos e tudo mais - aí o 'nojo' foi embora rapidinho... Quando as pessoas mexiam com ela então, era como se a areia da praia tivesse se transformado num tapete de veludo. Vai entender...
Grunho é sociável: faz amigos em qualquer lugar, com qualquer um - inclusive as pessoas que ela nunca viu. Simplesmente anda ou engatinha, encosta na pessoa, abre seu sorrisão e pede colo: na praia, sábado, foi a vez de uma senhora que estava próxima, e ontem ela encontrou a Giovanna, que nunca tínhamos visto antes. Foi amizade à primeira vista: Giovanna, dois anos de idade, dividia com o Grunho tudo o o que tinha: o suco Kapo, as batatas fritas, os brinquedos... Incrível como as crianças, mesmo sem dominar a linguagem, conseguem se comunicar. A cena mais legal foi a Giovanna dando suco para a Fefê: a ingenuidade e o senso de amor ao próximo que nós adultos infelizmente perdemos em algum lugar na estrada da vida.
Mas Grunho ficou chato ontem, segunda: tem 204 dentes nascendo naquela boca - isso deve gerar um incômodo, e ela fica agitada: não quer ficar sentada na cadeirinha do restaurante, nem quer ficar no colo; só sossegava quando dávamos algo para comer: um pedaço de carne, uma batata frita.
E por falar em cardápio, o do Grunho foi bem variado: além da sua comidinha habitual, Grunho tomou sorvete, raspadinha, carne, bolo de fubá; tomou vários tipos de sucos, leites - inclusive os de soja (argh!), e a água de coco tirada na hora, geladinha - que é de lei.
É mesmo muito gostoso viajar com Grunho: na sexta não tínhamos dado a dose 'cavalar' de seu complexo B, e o resultado foram algumas picadas de pernilongos: na testa (bem no meio), na bochecha, perto da orelha... Mas tudo bem, faz parte da praia... O legal é que ela não esquenta com nada, topa tudo, não dá o mínimo trabalho. Desde pequena, tem se mostrado que será uma grande companheira...
Pena que o próximo feriado prolongado só será em Setembro. Quem sabe até lá o Grunho esteja andando de verdade, sem se apoiar em ninguém e nem ficar se arrastando pelas paredes como lagartixa...
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