terça-feira, 10 de julho de 2007

Novidade de hoje: subir na mesa


É.

Hoje, definitivamente, o Grunho perdeu o medo e pôs-se a andar livremente, sem por em prática o estilo lagartixa (arrastando-se pelas paredes) ou o estilo quadrúpede. Ainda apoia-se um pouco nas paredes, mas desembesta a andar e vai na direção que quer, sem apoio nenhum. Já consegue girar o corpo sobre os calcanhares sem cair, assim como ficar em pé, parada.

Pois bem. Assim que aprendeu a usar as pernas de vez, as escadas não são mais empecilhos, e tudo virou uma pista de obstáculos a serem vencidos. O mais interessante disso tudo é que até ontem nada disso era "possível". Tornou-se, de uma hora para outra, uma candidata em potencial para ter cartão preferencial em clínica ortopédica. Veja:

Estava eu ao computador, Grunho passeando ao meu lado, quando de repente não ouço mais nada: está aquele silêncio típico de criança aprontando. Olho para trás e a vejo, sorridente justamente por eu ter visto a "conquista": enfiada num nicho de uma estantezinha que tenho, a meio metro do chão. Sobe, desce, sobe desce... Veio de novo para o computador: desta vez conseguiu desligá-lo, metendo o dedão no estabilizador.

Ok, ok, liguei de novo, falei 'não', etc. Distraiu-se com outra coisa, foi embora. De novo o silêncio. Olho para trás e tomo um susto: ela está sobre uma mesa, sentada, brincando com as coisas que estavam lá.

Não acreditei. Quis ver como aquilo acontecia. Ao mesmo tempo que agradeci aos deuses por não ter deixado-a cair - não pelo tombo em si, porque só seria mais um, e sim por causa do berreiro que sempre vem depois. (Agora mesmo, enquanto estou aqui digitando este texto, ouço o berreiro típico vindo lá da sala, provavelmente oriundo de uma queda qualquer.)

Mas eu queria vê-la subindo na mesa. Preparei a câmera, tirei umas fotos para provar que a história que eu contaria era verdadeira - é fogo quando não há testemunhas. Achei melhor filmar. Dei um jeito de apoiar a câmera de um modo que não chamasse a atenção do Grunho, fiquei ao redor para (tentar) segurá-la em caso de uma queda - é preciso ter sangue frio, já descobri isso.

Algumas tentativas depois - porque quando ela via a câmera vinha correndo para pegá-la - consegui filmar o fato: ela sobe na cadeira (e reclama quando não dá muito certo), fica em pé na cadeira e sobe na mesa. Assim, sem cerimônia.

Mas como diz o ditado - e a lei da gravidade - "tudo que sobe têm que descer", quis ver. Porque foi como a escada: subir é fácil, o negócio é descer. Tentei ensiná-la a descer os degraus sozinha, porque talvez nem sempre alguém esteja ali ao lado para segurá-la, e ela aprendeu: senta no degrau, se torce toda, mais cai no de baixo do que desce propriamente dito, e recomeça...

Na mesa a coisa é diferente. Ela se arrasta para a borda e procura pela cadeira. Mira bem no centro dela e tenta descer - de cabeça. Como eu não tenho sangue congelado (por enquanto ele só está frio) e tenho dó dos meus ouvidos, não deixei: achei que não ia dar certo e a coloquei no chão.

O que ela fez? Resmungou (se falasse teria me xingado, acredite), deu a volta na mesa, chegou de novo na mesma cadeira que usou para subir no tampo e recomeçou a escalada.

Mas desta vez não deixei: estava na hora do jantar dela...

É isso. Até a próxima!

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