domingo, 15 de julho de 2007

Mais um final de semana no shopping

Falta de criatividade. Eis a culpada pelos nossos finais de semana no shopping. Mas não unicamente: feliz ou infelizmente, moramos a cinco quadras de um.

Mas a programação para este final de semana era diferente: levar o Grunho àqueles parquinhos infantis que há nos shoppings. Sábado à noite, vamos ao shopping perto de casa. Como três turistas, de máquina digital e celulares megapixel em punho. O parquinho é caro - pelo menos eu acho: R$ 9,90 por meia hora. Antes de entrarmos, vimos por fora o que tinha lá dentro e desistimos: havia apenas uma piscina de bolinhas - que o Grunho morre de pavor - dois brinquedões - que ainda não são para a idade do Grunho - e alguns videogames.

Achamos melhor irmos à praça de alimentação. Pedimos uma porção (muito bem servida, aliás) de filé aperitivo e comemos - nós três. Tirei algumas poucas fotos do Grunho se perdendo por entre as cadeiras e as pessoas e voltamos pra casa. Detalhe: depois de chegar em casa é que eu lembrei da câmera, que havia ficado no carrinho emprestado do shopping, e tive que voltar lá. Merda.

Hoje fomos a um outro, com brinquedos mais 'lights'. Compramos um cartão de R$ 15 e começamos a testar os brinquedos. O primeiro foi o da foto: um carrinho-trenzinho. Bem light, achamos que o Grunho ia gostar.

Pois bem. A moça colocou-a no carrinho, atou o cinto... O carrinho partiu, e pelos cinco metros seguintes o Grunho gostou. Quando fez a curva e nós saímos do campo visual dela, a coisa mudou. No começo tudo bem, mas duas voltas depois ela já estava em prantos: pedimos para a moça parar o brinquedo para que pudéssemos 'salvar' o Grunho daquela coisa.

Achando que o problema era ela estar sozinha, colocamo-la num carrinho igualmente emocionante: apoiado sobre um pedestal, um crédito de R$ 2,50 o fazia balançar por três minutos. No painel, uma tela embaçada mostrava um carrinho numa pista de corrida com resolução (de imagem e som) que me fez lembrar da minha infância e do meu Atari. Mas este tinha uma vantagem: podíamos ficar ali ao lado, segurando a mão dela.

Três minutos? Não, a brincadeira durou exatos 42 segundos: o Grunho chorou, pediu colo, e outras crianças se aproveitaram do brinquedo enquanto o crédito ainda o fazia funcionar. Desistimos.

R$ 5 mais pobres, resolvemos ficar sentados num banco vendo os outros brincarem. Aí vimos um brinquedo extremamente radical, que faria disparar litros de adrenalina em qualquer ser humano: um carrossel de aviõeszinhos, que se erguiam a um metro e meio do chão enquanto giravam a não mais que dois por hora em meio a luzes piscantes. Muito emocionante.

Ficamos lá ao lado, olhando, e Grunho também apenas observava as crianças alucinadas 'voando'. No final do tempo, fizemos de conta que iríamos colocá-la lá, e ela simplesmente agarrou-se à mãe com toda a força do mundo.

Desistimos. Agora de vez. E fomos jantar.

É isso. Até a próxima!

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